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CRONOLOGIA DO SUDÁRIO


O Santo Sudário, no início, ficou sob os cuidados de Maria Santíssima, depois, dos apóstolos. No século II falou-se de um Santo Linho, venerado em Edessa (hoje Urfa, na Turquia). Durante muito tempo, falou-se do Sudário de Edessa, mas somente no terceiro século, depois de surgir o rei Constantino, de Roma, filho da rainha Helena (Santa Helena), os cristãos puderam professar sua fé, pois, até então, eram mortos ou sacrificados ao rezar ou falar de Jesus.

Apresentamos agora um breve resumo das viagens e fatos mais importantes do Santo Sudário.

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313 D.C. - Aparecimento do sudário em Turim.

 

Em Costantinopla, a Imperatriz Pulquéria fez construir a Basílica de Santa Maria dos "Blachernes", onde iria depositar os panos mortuários de Jesus, recentemente descobertos. Documento escrito por Nicéforo Calixto em sua História Eclesiástica.

Em Edessa descobriram uma imagem do rosto de Cristo. Da imagem querupita diziam: "não foi feita por mão humana". O rosto impresso no mandilhom de Edessa era semelhante ao que temos no Sudário.

No II Concílio de Nicéia foi o argumento principal em defesa da legitimidade do uso de imagens sagradas contra as teses dos iconoclastas. Essa fase foi utilizada como protótipo de todas as imagens de Jesus, como fonte principal, até hoje. Numa das imagens contaram 250 pontos de congruência quando superposta ao Sudário.

A imagem foi transladada de Edessa para Constantinopla (hoje Istambul) onde foi desdobrada, podendo ver o corpo inteiro da figura humana.

Luís VII, Rei da França, durante sua visita a Constantinopla, venerou o Sudário ali custodiado.

Segundo Guilherme de Tyr, o imperador grego, Manuel I, mostrou ao Rei Amaury de Jerusalém, as relíquias da paixão: lança, cravos, esponja e a coroa de espinhos que ele conservava na capela do "Bucoleon". A Mortalha estava em "Blachernes", segundo Roberto de Clari.

Durante a ocupação de Constantinopla pelos Cruzados, muitas relíquias dispersaram-se. Existem testemunhos escritos do Cruzados que dizem haver visto o Sudário do Senhor.

O Sudário caiu nas mãos de Godofredo de Charny, em Lirey (França). A partir desse momento, a permanência do Santo Linho no Ocidente está rigorosamente documentada.

O Sudário passou a ser propriedade do Duque Luiz de Sabóia, que O levou para Chambéry (França), a capital de seus domínios.

Ficou custodiado dentro de uma urna de prata colocada sobre uma gruta escavada no muro da sacristia da "Santa Capela" gótica, em Chambéry, expressamente erigida, cujas paredes de pedra estão revestidas e decoradas. A Igreja passou a ser chamada de "Santa Capela", por ser a mais antiga da França e guardar relíquias de Jesus.

Na noite de 3 para 4 de dezembro, ocorreu um incêndio no coro-sacristia da "Santa Capela". A arca de prata que continha o Santo Sudário dobrado, teve um lado incendiado pela alta temperatura e uma gota do metal fundido da tampa perfurou as várias dobras do Santo Linho.

No dia 14 de setembro, o duque Manoel Felisberto traslada o Santo Sudário a Turim, para encontro do arcebispo Carlos Borromeu (São Carlos Borromeu), que havia decidido dirigir-se a pé, de Milão à Chambéry para venerá-lo, devido à promessa feita pelo fim da peste de 1576. Na catedral de São João, desde essa data, o Santo Sudário está guardado, em Turim, na Itália. De lá, poucas vezes saiu, conforme veremos nas datações.

O Sudário foi colocado na "Capela da Síndone", assim chamada, iniciada em 1657 com o dinheiro arrecadado em sua sepultura por desejo de testamento do próprio Manoel Felisberto. O Projeto da Capela foi feito por B. Quadri, mas só terminou com outro projeto Guarino Guarini. O Sudário ficou no altar que tinha duas faces.

Foi feita a ostentação do Santo Sudário em comemoração ao 50º aniversário do estatuto concedido ao rei Carlos Alberto em 1848, 4º Centenário da construção da atual Catedral de Turim, 3º Centenário da fundação da "Confraternidade do Santo Sudário" e da de "São Roque", 1500º aniversário de um Concílio celebrado em Turim. Ficou exposto de 25 de março a 2 de junho de 1898. Durante a ostentação, o Sudário foi fotografado por Secondo Pia no dia 28 de maio, pela primeira vez. O resultado foi surpreendente, apresentando a figura, em negativo, de um homem de corpo inteiro de frente e dorso.

Ostentação em comemoração ao Ano Santo extraordinário, proclamado na ocasião do XIX Centenário da Redenção. Ficou exposto de 24 de setembro a 15 de outubro de 1933, atendendo ao desejo do Papa Pio XI. Aproveitaram para um exame de autenticidade fotográfica feita por Enrie em maio de 1931. Foi confirmada a extraordinária imagem sindônica.

O Santo Sudário, para ser protegido da Segunda Guerra Mundial, foi secretamente transferido para o Santuário de Monte Vergine (Avellino). Chegou em 25 de setembro de 1939, depois de ter ficado custodiado provisoriamente em Roma, 18 dias na Capela do Palácio Real. Ficou no Monastério do Beneditinos de 25 de setembro de 1939 a 28 de outubro de 1946.

Ostentação de 28 de agosto a 8 de outubro. Mais de três milhões de pessoas visitaram o Santo Sudário. No dia 13 de outubro, 44 estudiosos italianos estrangeiros, durante 120 horas completas, efetuaram exames e estudos sobre o Santo Sudário. O Sudário ficou na sala do Palácio Real chamada de "biblioteca".

Em 1452, Margarida de Charny, não querendo restituir o Sudário a Lirey, o cedeu ao duque Ludovico de Sabóia e à Ana de Chipre, sua mulher. O Sudário portanto passou à Casa de Sabóia por mais de 530 anos até a morte de Humberto II (18 de março de 1983), quando em testamento este o doou à Igreja Católica Apostólica Romana. O ato aconteceu no dia 18 de outubro de 1983.

Reconhecimento do Sudário para uma conservação mais adequada. No dia 7 de setembro, houve uma ostentação privada para especialistas convidados, para sugerirem intervenções adequadas a fim de garantir sua melhor conservação. Um dos estudiosos foi Nicolas Pisano. Estudaram os remendos efetuados, através da história, no Sudário causados pelos incêndios e pela água.

O Sudário troca provisoriamente de sede. No dia 24 de fevereiro de 1993, o Santo Sudário passou para Nave Central da Catedral de Turim, atrás do altar-mor, por motivo de restauração da Capela Guariniana.

No dia 12 de abril, um grande incêndio destruiu a Capela do Sudário, e também o coro da Catedral de Turim, onde estava a Relíquia. Foi salvo pelos bombeiros. Dois dias depois do incêndio, a comissão para conservação do Sudário pode comprovar que o Sagrado Linho não havia sofrido dano algum.

De 18 de abril a 14 de junho, houve a grande ostentação em comemoração ao 500º aniversário da consagração da Catedral de Turim e do Centenário da primeira fotografia. Milhares de pessoas visitaram o Santo Sudário. Nós tivemos a honra de apresentar o Hino ao Santo Sudário em frente à ostentação e proferir a saudação aos povos da América Latina. Centenas de pessoas pediram graças e choraram. O Santo Sudário ficará guardado até o ano 2000 sob os cuidados do cardeal arcebispo de Turim D. Giovanne Cardenal Saldarini, longe do público e dos cientistas.

O Santo Sudário foi ostentado em comemoração ao Ano Jubileu. Desde 1578 o Sudário se encontra abrigado em Turim.

Última ostentação em comemoração dos 200 anos natalício de São João Bosco.

Será ostentado em Turim entre os dias 19 de abril de 2015 a 24 de junho de 2015 em comemoração ao Bicentenário da Família Salesiana e ao Papa Francisco, sob a supervisão do Arcebispo de Turim Dom Nosiglia (GPE/EPC)